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A Prevent Senior, uma das principais empresas de saúde do Brasil, enfrenta um processo judicial movido por três órgãos de justiça: o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). A ação, que pede uma indenização de R$ 940 milhões por danos morais sociais e coletivos, foi motivada por práticas controversas da empresa durante a pandemia de Covid-19.
Os promotores que assinaram a ação acusam a Prevent Senior e quatro de seus sócios de assédio moral, irregularidades no ambiente de trabalho, pesquisa com seres humanos sem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e violações da autonomia médica e dos direitos de pacientes e consumidores. A quantia pedida corresponde a 10% do faturamento líquido da empresa nos anos de 2020 e 2021, período em que as infrações foram constatadas.
A investigação dos órgãos apontou que pelo menos 3.147 profissionais da Prevent Senior trabalharam mesmo após serem diagnosticados com Covid-19, o que contraria as recomendações de saúde pública.
Além disso, os promotores apresentaram provas de que a empresa obrigava seus médicos a prescrever o chamado "Kit Covid" para pacientes com sintomas gripais, uma prática que desrespeita a autonomia médica. Segundo a ação, essa política interna da empresa era imposta sob ameaça de punições aos médicos que não a seguissem.

Este caso é um dos muitos exemplos de condutas inadequadas por parte de empresas durante a pandemia, que colocam em risco a saúde pública e a integridade dos profissionais envolvidos.
Com informações do DCM
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