1411 visitas - Fonte: PlantãoBrasil/X
A recente divulgação de um vídeo de uma reunião ministerial revela o ex-presidente Jair Bolsonaro em um momento de franca crítica aos que ele considera "traidores" de seu governo. Esse novo trecho, trazido à luz, destaca as duras palavras de Bolsonaro contra ex-aliados, incluindo militares, um "porta-voz", dois irmãos, e um general com interesses em aquisições de armas de Israel, descrevendo-os como inimigos que tentaram prejudicá-lo.
Nas suas palavras, Bolsonaro expressa descontentamento com essas figuras, acusando-as de ingratidão e traição, apesar dos benefícios que lhes concedeu, incluindo posições lucrativas nos Estados Unidos, sob a administração de Paulo Guedes. Ele também sugere que um deles estaria preparado para fazer uma delação premiada, o que poderia trazer consequências diretas para ele e seu círculo próximo.
Este vídeo foi utilizado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, como parte do embasamento para uma operação que investiga uma possível organização criminosa visando um golpe de Estado. A reunião, segundo Moraes, evidencia a intenção golpista no seio do governo, com participação ativa de todos os investigados.
A apreensão deste material na residência do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, insere-se num contexto mais amplo de investigações sobre atos potencialmente ilícitos durante a gestão anterior. A divulgação destas informações joga luz sobre as profundas fissuras e conflitos internos de um governo marcado por polêmicas e acusações de antidemocracia.
EXCLUSIVO ??| Confira o vídeo da reunião ministerial realizada por Jair Bolsonaro em 5 julho de 2022 que foi uma das bases da operação da PF. No material, obtido pela colunista do GLOBO Bela Megale [@BelaMegale], Bolsonaro ordena que seus ministros atuem para questionar o… pic.twitter.com/7f77MtYBWH
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) February 9, 2024