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Nos últimos dois anos, a violência contra os indígenas Pataxó no sul da Bahia alcançou níveis alarmantes, com a suspeita de envolvimento de policiais militares em pelo menos cinco assassinatos. Segundo investigações, estes policiais, atuando como seguranças de fazendeiros em seus horários vagos, estão ligados à morte de três membros da comunidade Pataxó, reforçando a preocupação com a formação de milícias armadas na região.
A atuação desses policiais está sob escrutínio do Ministério Público Federal e das defensorias públicas, que exigem ações concretas do governo baiano após o trágico assassinato de Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó. Já há acusações formais contra três policiais pela morte de Gustavo Pataxó, de 14 anos, e outros dois estão detidos sob investigação, evidenciando a gravidade da situação.
O Ministério Público Federal na Bahia iniciou várias investigações sobre estes crimes, mantidas em sigilo, enquanto a Polícia Federal também conduz suas próprias investigações. A comunidade Pataxó, cansada da impunidade, tem protestado exigindo justiça para os 19 indígenas assassinados nos últimos cinco anos, sem que nenhum culpado tenha sido condenado até agora.
A Bahia, com o maior número de mortes causadas por policiais militares em 2022, superando até mesmo o Rio de Janeiro, revela um cenário de violência que exige atenção urgente. As deficiências estruturais e de pessoal nas investigações apenas atrasam a busca por justiça, deixando as comunidades indígenas em uma situação de vulnerabilidade e medo constante.
Este panorama de violência e impunidade coloca em questão a eficácia das instituições responsáveis pela proteção dos direitos indígenas no Brasil, evidenciando a necessidade de uma ação governamental mais efetiva e de reformas no sistema de segurança pública para garantir a segurança e a justiça para todos os cidadãos, especialmente para as populações indígenas historicamente marginalizadas.
Com informações do DCM
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