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Em uma trama que entrelaça política e espionagem, revelações recentes destacam o envolvimento de figuras chave do meio militar em atividades questionáveis durante o período eleitoral de 2022. O general Sérgio Tavares Carneiro, presidente do Clube Militar e pai de Victor Carneiro, novo diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), surge em meio a alegações de um suposto plano para monitorar campanhas adversárias a Jair Bolsonaro. A operação teria sido mencionada por Augusto Heleno, ex-ministro e general, apontando para uma tentativa de usar a Abin em benefício político.
Diante das investigações da Polícia Federal que apuram o envolvimento de membros das Forças Armadas em possíveis planos para um golpe de Estado, o Clube Militar optou pelo silêncio. Esse posicionamento gera especulações, reforçadas pelo parentesco entre o presidente do Clube e o ex-diretor da Abin. A gravação de uma reunião de julho de 2022, obtida pela PF, expõe um diálogo preocupante onde Heleno discute a infiltração de agentes da Abin nas campanhas eleitorais, diálogo prontamente interrompido por Bolsonaro.
Apesar das controvérsias, a maioria dos diretores do Clube Militar, assim como outros membros das Forças Armadas, mantêm-se reticentes em comentar as investigações e seus possíveis efeitos nas instituições militares. Essa hesitação contrasta com a nota falsa que circulou entre grupos militares, condenando a atuação do Poder Judiciário e instigando uma postura mais agressiva dos militares contra alegadas injustiças.
O senador e general Hamilton Mourão se destacou como uma das vozes mais críticas à operação da PF, instando os comandantes militares a se posicionarem contra o que considerou uma condução arbitrária de processos. Após a repercussão de suas declarações, Mourão esclareceu que não incentivava uma ruptura institucional, numa tentativa de amenizar o impacto de suas palavras.
O Clube Militar, representando oficiais da reserva, busca ser um espaço de diálogo sobre temas nacionais, tentando equilibrar a restrição dos militares da ativa em discutir assuntos político-partidários. A entidade se vê como voz dos militares nessas questões, embora o recente episódio levante dúvidas sobre a prudência de sua atuação e a verdadeira extensão de seu envolvimento em manobras políticas.
Com informações do DCM
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