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Sergio Moro, ex-juiz e atual senador pelo União-PR, enfrenta um momento crítico com o iminente julgamento que pode resultar na cassação de seu mandato. Em meio a esse cenário, Moro se viu obrigado a responder às acusações lançadas por ex-aliados do período em que estava alinhado com Jair Bolsonaro (PL), principalmente aquelas veiculadas nas redes sociais. Leonardo Ragram, influenciador bolsonarista, acusou Moro de negociar investigações da Polícia Federal com o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), alegando uma trama que envolveria altas somas de dinheiro.
Ragram afirmou, sem apresentar provas concretas, que Moro teria vendido inquéritos da PF, recebendo milhões de dólares em troca, através de empresas ligadas a Doria e João Amoedo. Essa narrativa, que se alinha com teorias da conspiração, também sugere que a demissão de Moro do governo Bolsonaro teria sido uma estratégia para se esquivar da culpa, colocando-a sobre Bolsonaro.
Além disso, o bolsonarista colocou em cena um suposto plano de derrubada de Bolsonaro, envolvendo Moro e outras figuras políticas conhecidas, como FHC, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli. Segundo Ragram, uma reunião decisiva teria exposto a traição de Moro, levando à sua saída conturbada do governo.
Moro, por sua vez, rebateu as acusações através das redes sociais, classificando-as como fantasiosas e mentirosas. O ex-ministro da Justiça anunciou que tomará medidas legais contra Ragram, tanto em esfera criminal quanto por danos morais, exigindo que o bolsonarista comprove suas afirmações ou se prepare para arcar com as consequências financeiras de suas declarações.
Nunca vi tanta mentira fantasiosa. Irei processar Leonardo Ragram criminalmente e por danos morais. Prepare-se para sustentar o que disse ou pode começar a guardar dinheiro para pagar a indenização.
— Sergio Moro (@SF_Moro) February 15, 2024