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O procurador da República Anselmo Cordeiro Lopes, em documento datado de 25 de janeiro, aponta que Augusto Aras, Procurador-Geral da República durante a gestão de Jair Bolsonaro, teve um papel que contribuiu para o avanço dos esforços golpistas sob investigação pela Polícia Federal. Lopes, que monitora as ações de segurança pública após as eleições de 2022, acusa Aras de obstruir a entrega de uma recomendação crucial do Ministério Público Federal em Brasília às forças militares, destinada a prevenir manifestações violentas antes dos ataques de 8 de janeiro.
Essa recomendação visava a uma coordenação efetiva dos órgãos de segurança para monitorar áreas sensíveis em Brasília, como a Esplanada dos Ministérios e o acampamento em frente ao quartel-general do Exército. No entanto, Aras é acusado de vetar a circulação desse documento, argumentando que os procuradores de primeira instância que o assinaram excediam suas competências.
Além disso, Lopes detalha outras intervenções de Aras que limitaram as ações dos procuradores de primeira instância em diversos estados contra atos antidemocráticos. O inquérito civil agora amplia seu escopo para investigar responsabilidades por danos morais institucionais e sociais decorrentes de tentativas de subverter a ordem democrática entre 2018 e 2023, enfocando nos eventos de 8 de janeiro.
Lopes solicita a cooperação com investigações lideradas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e busca informações da Advocacia-Geral da União sobre a reparação de danos causados pelos atos antidemocráticos. Enquanto Aras não pode ser investigado ou processado pela primeira instância do MP, as evidências apresentadas podem levar a PGR e a AGU a tomar medidas apropriadas.
Com informações do DCM
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