1385 visitas - Fonte: PlantãoBrasil/X
Em um episódio que mancha a mídia brasileira, a Jovem Pan se viu no centro de uma tempestade após um de seus programas ao vivo associar de maneira repugnante pessoas negras a um macaco. Durante uma discussão que supostamente criticava a "cultura da lacração" em filmes e séries, a câmera, de forma inaceitável, focou em um homem fantasiado de macaco no exato momento em que pessoas negras eram mencionadas. O apresentador, percebendo a gravidade da insinuação racista, pediu rapidamente para remover a imagem do macaco da transmissão.
Este ato, longe de ser uma coincidência infeliz, foi interpretado pelas redes sociais como uma clara demonstração de racismo. Este incidente não é apenas um reflexo da falta de sensibilidade e do profundo problema racial que ainda permeia segmentos da sociedade brasileira, mas também destaca a necessidade urgente de uma reforma na forma como a mídia aborda questões raciais.
O envolvimento de um membro da equipe de produção da Jovem Pan neste ato desprezível levanta questões sobre a cultura organizacional da empresa e sobre as medidas de controle que ela emprega para evitar a propagação de ideologias racistas. É um lembrete doloroso da luta contínua contra o racismo no Brasil, um país com uma rica tapeçaria de herança africana que deveria ser celebrada, não denegrida.
Este incidente deveria servir como um ponto de inflexão para a Jovem Pan e outras instituições de mídia, pressionando-as a implementar políticas rigorosas de tolerância zero ao racismo. A mídia consegue moldar percepções e deve liderar pelo exemplo, promovendo a diversidade e a inclusão, ao invés de perpetuar estereótipos prejudiciais.
RACISMO AO VIVO: Jovem Pan associou negro a macaco durante programa ao vivo. Vamos ver o malabarismo da emissora e da extrema-direita para defender mais esse caso nojento. pic.twitter.com/hE0miQPPfs
— Lázaro Rosa ???? (@lazarorosa25) February 17, 2024