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A recente defesa de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre sua posição controversa em relação à vacinação escolar, destaca uma preocupante tendência antivacina que vem se espalhando entre alguns líderes políticos. Zema argumentou que a apresentação do cartão de vacinação nunca foi um critério obrigatório para a matrícula nas escolas estaduais, apesar de uma clara diretriz nacional enfatizando a importância da vacinação infantil para a saúde pública.
O posicionamento do governador veio após um pedido de esclarecimento do STF, provocado por declarações anteriores de Zema, sugerindo que a vacinação de alunos nas escolas públicas de Minas Gerais poderia ser opcional. Essa atitude levantou sérias preocupações, uma vez que a vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção de doenças contagiosas e na proteção da saúde comunitária.
Além disso, parlamentares do Psol acionaram o STF, argumentando que a postura de Zema poderia representar uma violação às decisões anteriores da Corte, que, durante a pandemia de COVID-19, reforçaram a obrigatoriedade da vacinação infantil. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também estabelece a vacinação obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades de saúde, reiterando a responsabilidade do Estado em garantir a proteção à saúde das crianças.
A resistência de Zema à política de vacinação obrigatória reflete não apenas um desafio às políticas de saúde pública baseadas em evidências, mas também ignora o compromisso com a segurança e o bem-estar das crianças mineiras.
Com informações da Agência Brasil
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