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Em uma revelação impactante, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, detalhou em sua delação premiada, já validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que havia um grupo próximo ao ex-presidente Bolsonaro que defendia a ativação de um "braço armado" para obstruir a transição de poder após as eleições de 2022. Este grupo incluía Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), beneficiários de quase um milhão de registros de armas de fogo concedidos durante o mandato de Bolsonaro, com um aumento significativo no ano eleitoral.
Cid revelou à Polícia Federal que este grupo radical desejava um golpe de Estado, contando com o decreto do ex-presidente e o suposto apoio popular, inclusive dos CACs. Eles interpretavam de maneira distorcida o artigo 142 da Constituição, visando uma intervenção militar que já havia sido descartada pelo STF.
Além disso, Bolsonaro teria pressionado aliados para que fraudes eleitorais infundadas fossem investigadas, especialmente pelo general Paulo Sérgio, na busca por uma ação mais assertiva contra os resultados eleitorais. Cid também mencionou que Bolsonaro distribuía alegações de fraude eleitoral sem base para figuras como os generais Eduardo Pazuello e Paulo Sérgio, além de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército, na tentativa frustrada de identificar fraudes.
A defesa de Pazuello optou por não se pronunciar sobre as acusações. Por outro lado, a assessoria de Valdemar Costa Neto comunicou que se manifestará apenas nos autos do processo. A defesa de Paulo Sérgio garantiu que o ex-ministro da Defesa agiu dentro da legalidade, reiterando sua confiança na justiça.
Com informações de A Postagem
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