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Em uma revelação impactante que lança luz sobre as sombras de uma tentativa de subversão democrática no Brasil, a Polícia Federal identificou dois militares diretamente envolvidos na elaboração de uma carta que buscava pressionar o comandante do Exército, General Marco Antônio Freire Gomes, em 2022. Essa pressão tinha um objetivo claro e perigoso: induzir um golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro na presidência, desafiando o resultado das urnas que consagrou Luiz Inácio Lula da Silva como presidente eleito, segundo a Folha de São Paulo.
A investigação da PF revelou que os militares responsáveis pelo documento eram o coronel Giovani Pasini, apontado como autor do manifesto, e Alexandre Bitencourt, o último a editar o texto. Essas descobertas fazem parte de um relatório da Polícia Federal que fundamentou ações judiciais contra ex-ministros e militares, desmantelando um complô golpista. A análise dos metadados do documento, recebido pelo tenente-coronel Mauro Cid em novembro de 2022, foi crucial para essas identificações.
Pasini, que buscava uma carreira política pelo partido Patriota e não conseguiu eleição, optou pela reserva após a repercussão da carta, evidenciando sua tentativa de distanciamento das responsabilidades militares tradicionais. Alexandre Bitencourt, por outro lado, continuou sua carreira no Exército, recebendo reconhecimento por seus 30 anos de serviço, apesar de sua implicação nesse ato de desrespeito à democracia.
Essa tentativa de manipulação das forças armadas contra o processo democrático reflete a profundidade dos desafios enfrentados pelo Brasil na preservação de sua democracia. A resposta institucional, incluindo a ação decisiva da Polícia Federal e a postura do Exército em não comentar sobre investigações em curso, ressalta a seriedade com que tais ameaças são tratadas.
A proibição expressa a militares de se engajarem coletivamente em atos políticos ou reivindicatórios, conforme leis e regulamentos, destaca o papel apolítico que as forças armadas devem desempenhar em uma democracia saudável. A tentativa de subverter essa norma através da carta evidencia uma clara violação desses princípios.
O envolvimento de membros das forças armadas em tentativas de desestabilização política é um lembrete sombrio da necessidade constante de vigilância e proteção das instituições democráticas. A rejeição veemente a tais atos por parte dos apoiadores do presidente Lula e defensores da democracia é fundamental para assegurar o futuro do Brasil como uma nação livre e justa.
Com informações do Brasil 247
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