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Na tarde de quinta-feira, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, enfrentou longas horas de depoimento perante a Polícia Federal. A sessão de questionamentos centrou-se na investigação sobre as tentativas de golpe de Estado, nas quais Torres é apontado como um dos colaboradores principais. Durante a reunião ministerial, que agora é peça-chave na investigação, Torres insistiu em sua inocência, alegando que suas falas não constituíam crime.
Na ocasião, Torres afirmou que a eleição do presidente Lula colocava todos em risco, uma declaração que ressoa com a retórica golpista que permeou o governo anterior. Além disso, confrontado com a minuta golpista encontrada em sua residência, Torres tentou minimizar a gravidade do documento, alegando que ele já circulava na internet e que sua presença em sua casa não indicava envolvimento no plano.
O ex-ministro também tentou se desvincular dos eventos de 8 de janeiro, alegando que sua viagem pré-agendada para o dia 6 o afastava das ações planejadas. No entanto, tais justificativas parecem insuficientes para apagar a sombra de cumplicidade que recai sobre ele e outros membros do governo Bolsonaro, cujas ações e declarações continuam a ser meticulosamente examinadas pela justiça.
Este depoimento de Torres à PF destaca os esforços contínuos para responsabilizar aqueles que, direta ou indiretamente, tentaram subverter a democracia brasileira. A insistência na inocência por parte de Torres e a tentativa de normalizar discussões que flertavam com a ilegalidade ilustram o desafio que o Brasil enfrenta na luta contra o autoritarismo.
Com informações da CNN Brasil
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