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O governo de Jair Bolsonaro utilizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de maneira clandestina para espionar uma ampla gama de indivíduos, incluindo não apenas opositores políticos, mas também aliados considerados fiéis. Este esquema, exposto por uma reportagem do jornal O Globo e apelidado de "Abin paralela", operou entre 2019 e 2021, empregando tecnologia israelense para monitorar figuras como políticos, acadêmicos, juristas, jornalistas, ambientalistas e até membros do movimento "Os 300 do Brasil".
Dentre os aliados monitorados, destacam-se Evandro de Araújo Paula, associado à deputada Bia Kicis e ao movimento liderado por Sara ’Winter’ Geromini, e Gustavo Gayer, deputado federal que ganhou notoriedade por disseminar desinformação sobre a COVID-19. Outro nome relevante é Giacomo Romeis Hensel Trento, ex-secretário especial da Casa Civil sob a gestão de Onyx Lorenzoni, consultado 146 vezes por agentes a serviço da "Abin paralela".
A espionagem também alcançou opositores notáveis como Jean Wyllys e David Miranda, além de jornalistas como Glenn Greenwald e Leandro Demori, que foram fundamentais na divulgação da série Vaza Jato, resultando na anulação dos processos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oriundos da Operação Lava Jato. Alessandra Maria da Costa Aires, do gabinete do senador Confúcio Moura, Afonso Mônaco, repórter da TV Record, e Pedro César Barista, ativista pró-Palestina, também foram alvos dessa vigilância indevida.
Entre os ambientalistas monitorados estavam Marcelo José de Lima Dutra, ex-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, Newton Coelho Monteiro, engenheiro focado na detecção de queimadas, e Hugo Ferreira Neto, ex-coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama. Além disso, foram espionadas pessoas de Juiz de Fora (MG) suspeitas de envolvimento no ataque a faca contra Bolsonaro em 2018 e lideranças dos movimentos de caminhoneiros, incluindo Wallace Landim, conhecido como Chorão.
Este levantamento da "Abin paralela" revela a profundidade da vigilância exercida pelo governo Bolsonaro, transcendo os limites da legalidade e ética, ao espionar cidadãos sem justificativa legítima. A exposição dessas práticas ilícitas sublinha a urgência de medidas para garantir a transparência e o respeito aos direitos fundamentais no Brasil.
Com informações da Revista Fórum
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