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O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), disse, em entrevista ao UOL News hoje (30), que a confirmação da filiação do presidente Jair Bolsonaro à sigla torna sua presença incompatível.
"Torna incompatível a minha presença no partido. Muito difícil a minha permanência", admitiu o parlamentar. Ramos citou PSB, PSD e Republicanos como exemplos de siglas as quais ele pode se filiar.
Está marcada para as 10h de hoje uma festa de recepção do PL a Bolsonaro. O local escolhido foi o auditório do Complexo Brasil 21, em Brasília.
Inicialmente, a filiação seria em 22 de novembro, mas desentendimentos entre o presidente e Costa Neto adiaram os planos. Como em dezembro a data em questão seria próxima ao Natal, período de recesso em Brasília, optou-se pelo feriado do Dia do Evangélico (30 de novembro).
Na avaliação de Marcelo Ramos, a sigla vai perder integrantes fiéis com a chegada do presidente. "Não tenho dúvidas que o PL sairá desse processo com uma bancada menos disciplinada a cumprir determinações do partido, mas isso é uma escolha", afirmou.
Orçamento continua secreto
Ontem (29), o Congresso aprovou um projeto de resolução para manter os repasses bilionários do chamado "orçamento secreto", mas divulgando as indicações e solicitações que fundamentaram as emendas no site da Comissão Mista de Orçamento (CMO), para atender decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
Marcelo Ramos, que presidiu a sessão na Câmara, minimizou críticas da oposição sobre a proposta continuar sem a transparência adequada. "A transparência pode não ter sido aquela que esperávamos, eu mesmo publico todas as emendas que recebo. A avaliação sobre atender ou não à decisão do STF compete ao STF. Se o entendimento do Supremo foi que não atende, a liminar será mantida e as emendas não serão pagas", disse.
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