487 visitas - Fonte: Metrópoles
Integrantes da cúpula da Polícia Federal dizem, nos bastidores, ter detectado uma suposta articulação do chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Alexandre Ramagem, para tentar derrubar o atual diretor-geral da corporação, Paulo Maiurino.
Nas últimas semanas, a gestão de Maiurino vem sendo criticada por indícios de interferência política em casos em que a PF atua. Entre eles, a extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que já provocou a exoneração de ao menos duas delegadas da PF de cargos comissionados.
Aliados de Miaurino avaliam que Ramagem estaria usando essas críticas para desgastar a imagem de Maiurino junto a Jair Bolsonaro. O temor da atual cúpula da PF é de que o chefe da Abin convença o presidente a usar esses episódios como desculpa para trocar o comando da corporação.
A atual direção da Polícia Federal avalia que Ramagem é diretamente interessado na saída de Maiurino, porque sonha em comandar a corporação. Delegado da PF, Ramagem chegou a ser nomeado diretor-geral do órgão em abril de 2020, após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
A nomeação, porém, foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, o magistrado alegou que Bolsonaro estaria usando a nomeação de Ramagem, que é amigo dos filhos do presidente da República, para tentar interferir na Polícia Federal.
A avaliação no Palácio do Planalto é que o cenário mudou, e Moraes não barraria novamente uma eventual nova nomeação de Ramagem para a PF, embora o inquérito que apura a suposta interferência de Bolsonaro na corporação ainda esteja em andamento. A coluna tentou contato com Ramagem, que não respondeu.
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