Maranhão sofre com enchentes que destroem tudo pela frente e deixam centenas de desabrigados

Portal Plantão Brasil
7/1/2022 20:53

Maranhão sofre com enchentes que destroem tudo pela frente e deixam centenas de desabrigados

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594 visitas - Fonte: UOL

As fortes chuvas que atingem o Maranhão desde o final do ano passado fez rios transbordarem, ocuparem as ruas e invadirem casas, principalmente nas regiões central e sudoeste do estado

Há 695 famílias desalojadas ou desabrigadas, seis cidades em estado de emergência (Mirador, Grajaú, Barra do Corda, Jatobá, Paraibano e Formosa da Serra Negra) e outras seis em alerta (Trizidela do Vale, Pedreiras, Itapecuru Mirim, Santa Rita, Pirapemas e Cantanhede), segundo o governo estadual. Não há registro de mortes.


Mirador inundada

A situação é pior na cidade Mirador, onde a elevação do nível do rio Itapecuru destruiu casas históricas e interditou vias públicas por causa da queda de pontes. Mais de 200 famílias estão desabrigadas, mas cerca de 6 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas.

A prefeita Domingas Cabral (Republicanos) decretou estado de calamidade pública e disse que foi a maior enchente de toda a história do município.

Segundo a Defesa Civil, a elevação do rio Itapecuru foi de 8 metros na última quarta-feira (5) e foi emitido um alerta a municípios próximos, como Itapecuru-Mirim, Coroatá, Pirapemas, Cantanhede, Santa Rita e Rosário.

Seis abrigos foram montados pela prefeitura para ajudar quem perdeu tudo na inundação. Hoje, o volume do rio diminuiu e algumas ruas já foram liberadas, mas o nível de atenção continua e os bombeiros começam a remover outras famílias em áreas de risco.


Outras cidades

Colinas é outra cidade banhada pelo rio Itapecuru que foi afetada pelas chuvas. A prefeita Valmira Miranda (Republicanos) afirmou que o rio está oito metros acima do leito no município.

Estradas de acesso a povoados estão interditadas porque açudes transbordaram e pontes desabaram. Ontem, as primeiras casas começaram a ser atingidas pela água na área urbana.

A estimativa dos bombeiros é de mais de 200 famílias prejudicadas. Algumas já foram levadas para abrigos e recebem aluguel social.

Em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão, 241 famílias estão desabrigadas ou desalojadas, segundo o Corpo de Bombeiros. Na cidade, o nível do rio Tocantins teve uma elevação de 9,4 metros, mas o volume de água segue estável nos últimos dias.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros levaram centenas de moradores de Imperatriz a abrigos improvisados, como escolas e igrejas. Ontem, militares do Exército também prestaram auxílio às famílias.

Na mesma região, em Governador Edison Lobão, uma erosão na pista bloqueou a BR-010, na segunda-feira (3). Somente dois dias depois, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu o conserto do pavimento.

Já em Grajaú, a água também invadiu ruas e avenidas, deixando dezenas de famílias desabrigadas. Na região central do estado, existe um plano de ação montado pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar devido a tendência de elevação de 4,82 metros do rio Mearim.


Ações e doações

Uma sala de situação foi criada pelo Corpo de Bombeiros para monitorar as informações meteorológicas e gerenciar a operação de auxílio aos municípios.

Em substituição ao governador Flávio Dino (PSB), que está com covid-19, o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), está fazendo vistoria nas cidades prejudicadas pelas chuvas.

Foram enviados militares dos bombeiros para ajudar a Defesa Civil e agentes municipais na distribuição de roupas, alimentos e medicamentos para as famílias que estão em abrigos.

Ao UOL, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, major José Lisboa, declarou que a situação é grave.

"Consideramos grave a situação no estado porque afeta milhares de pessoas e gera bastante prejuízo. Felizmente, não contabilizamos nenhuma morte. Avaliamos que ainda estamos no início do período chuvoso, portanto, seguiremos com o apoio que for necessário à população afetada. Estamos com cerca de cem bombeiros nas operações. Porém, se formos considerar todos os que estão estabelecidos em suas unidades e que estão ajudando, então temos 200 militares", afirmou.

Em Mirador, foi montado um ambulatório para realizar atendimentos de baixa complexidade a pessoas que não conseguem chegar ao hospital. Profissionais da Fesma (Força Estadual de Saúde) também foram deslocados e estão visitando os povoados isolados com o auxílio de helicóptero.

Além disso, a Cruz Vermelha iniciou uma campanha de doação e abriu um ponto de coleta em um shopping de São Luís. Podem ser doados roupas, itens de higiene e alimentos não perecíveis para os municípios afetados.


Previsão do tempo

Segundo a meteorologia, ainda devem ocorrer de fortes chuvas em todo o estado. Em Imperatriz, a prefeitura emitiu um alerta amarelo porque o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê chuvas com ventos de até 60 km/h ainda hoje e também para o sábado.

"Até o momento, as parciais ainda indicam chuvas abaixo do normal para o mês de janeiro, contando todo o estado. Mas, em especial para a região central do estado, continua a previsão de chuva mais intensas nos próximos dias", afirmou o Hallan Cerqueira, meteorologista do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão.

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