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Uma ex-funcionária de Neymar, vítima de uma exploração laboral inaceitável, está reivindicando uma indenização de 368 mil euros (aproximadamente R$ 1,94 milhão) do jogador. Esta demanda surge após um período de quase dois anos trabalhando em condições desumanas, conforme reportado pelo jornal Le Parisien.
A funcionária, que foi obrigada a trabalhar sem os devidos registros e direitos, enfrentou uma rotina exaustiva de quase 70 horas semanais, sem folgas ou férias, um claro exemplo de abuso trabalhista. A remuneração, de 15 euros por hora, era paga em dinheiro, sem qualquer formalização contratual, e suas horas eram registradas manualmente em um caderno.
Este período de exploração ocorreu entre janeiro de 2021 e outubro de 2022, durante o tempo em que Neymar jogava pelo Paris Saint-Germain. A situação se agravou ao ponto de a funcionária trabalhar até duas semanas antes do parto de seu quarto filho, que nasceu prematuramente.
A mulher, brasileira de 35 anos e mãe de quatro filhos, inicialmente entrou em contato com a equipe de Neymar em fevereiro de 2019, sendo contratada como ajudante de cozinha para um evento. Posteriormente, em maio de 2020, foi chamada para realizar diversas tarefas, tornando-se empregada em tempo integral do atleta em janeiro de 2021.
Após o nascimento de seu filho, sem mais contato com Neymar ou sua equipe, ela se viu em uma situação de vulnerabilidade, dependendo da ajuda de ONGs para sobreviver. Os advogados da ex-funcionária buscaram um acordo amigável, mas, diante da falta de resposta, levaram o caso ao tribunal industrial de Saint-Germain-en-Laye.
A assessoria de Neymar, ao ser procurada, alegou desconhecer o caso, afirmando que o jogador não foi formalmente notificado.
*Com informações do G1
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