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A campanha do candidato ultradireitista argentino Javier Milei, conhecido por suas ideias extremistas que lembram o desastroso governo de Bolsonaro no Brasil, lançou uma acusação infundada contra a Gendarmaria Nacional da Argentina. Segundo Milei, a força de segurança teria alterado o conteúdo das urnas para favorecer Sergio Massa, candidato do governo peronista, que obteve uma vitória surpreendente no primeiro turno. Essa acusação, divulgada pelo jornal O Globo, carece de provas concretas e parece ser mais uma estratégia de desinformação típica de políticos ultradireitistas.
A denúncia, apresentada poucos dias antes do segundo turno, é parte de uma série de ações de Milei que buscam criar incertezas sobre a integridade do processo eleitoral. Karina Milei, irmã do candidato, alegou na corte eleitoral uma "fraude colossal", acusando a Gendarmaria e chefes regionais de manipular as urnas e documentos em favor de Massa. Essas alegações, baseadas em informações de fontes anônimas, ecoam as táticas de desestabilização política vistas anteriormente no Brasil sob Bolsonaro.
Para enfrentar essa suposta situação, o partido de Milei propõe um maior envolvimento da Força Aérea e da Marinha Argentina na custódia das urnas, além de um controle mais rigoroso das seções eleitorais. A justiça eleitoral argentina, mantendo a transparência do processo, anunciou que investigará as alegações e reforçou que os partidos têm o direito legal de monitorar as urnas, uma prática comum nas eleições democráticas.
É importante ressaltar que a campanha de Milei, assim como Bolsonaro fez no Brasil, tem acionado a Justiça frequentemente antes da votação, numa clara tentativa de minar a confiança no sistema eleitoral. A campanha também pressionou a empresa responsável pela contagem dos votos, buscando informações sobre os códigos-fonte e procedimentos, numa tentativa de criar uma narrativa de fraude eleitoral semelhante à usada por Bolsonaro.
Essas ações, incluindo a solicitação de dados de GPS dos veículos que transportarão as urnas, demonstram uma estratégia preocupante de desinformação e ataque às instituições democráticas, lembrando os tristes capítulos da política brasileira recente sob a influência de Bolsonaro e seus apoiadores.
*Com informações do DCM
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