729 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), quer construir uma cidade provisória para receber as vítimas da enchente ao lado de um depósito de lixo, onde estão sendo armazenados móveis inutilizados pelas águas e outros entulhos. A denúncia foi feita pela deputada estadual Laura Sito (PT-RS), que visitou o Porto Seco, local onde a prefeitura planeja montar a estrutura com barracas para os desabrigados.
“A cidade provisória do Melo virou também um lixão a céu aberto. Além de querer colocar aqui pessoas morando em condições indignas, em barracas pra refugiados, ele também quer que elas fiquem morando ao lado de tudo que perderam”, criticou a deputada. “Essa é a política habitacional e ambiental da prefeitura de Porto Alegre!”, escreveu Laura Sito no X (antigo Twitter).
A proposta da prefeitura de criar uma “cidade provisória” para abrigar cerca de 10 mil pessoas que tiveram suas casas destruídas pelas cheias dos rios tem sido criticada por diversos setores da sociedade. Especialistas apontam que a construção desses locais deve obedecer a critérios específicos para evitar a criação de “campos de refugiados”. Eber Mazulo, professor do Departamento de Urbanismo da UFRGS, alertou que essa abordagem pode gerar uma crise socioeconômica, psicossocial e sociocultural imensurável.
Sebastião Melo quer criar um depósito de lixo ao céu aberto ao lado da cidade provisória. Ou seja, os desabrigados vão ficar do lado dos bens que perderam nas enchentes. Essa é a política habitacional e ambiental da prefeitura de Porto Alegre! pic.twitter.com/fkCGyDzFKX
— Laura Sito (@laurasito) June 1, 2024