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O deputado bolsonarista Delegado Marcelo Freitas (União-MG) apresentou um projeto de lei para que parlamentares, juízes, ministros do governo e do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam obrigados a usar câmeras corporais e em seus gabinetes. A proposta é um protesto contra o uso dos equipamentos por policiais.
A medida, que dificilmente avançará no Congresso Nacional, teve apoio de outros dois deputados: Coronel Ulçysses (União-AC) e Nicoletti (União-RR). Freitas reclama do "constrangimento" dos policiais ao terem que usar as câmeras, argumentando que isso invade a intimidade mesmo daqueles que agem dentro das leis e normas.
O projeto prevê o uso de câmeras corporais e em gabinetes de deputados federais, senadores, juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores, conselheiros dos Tribunais de Contas, membros do Ministério Público e ministros de Estado. Segundo o deputado, se buscamos transparência nas ações dos servidores públicos, os agentes políticos também deveriam dar o exemplo.
Freitas argumenta que a proposta visa a transparência e o controle sobre as ações dos homens públicos com maior poder de decisão no país. Ele questiona por que os agentes políticos não implementam esse controle em suas atividades diárias se exigem o mesmo dos policiais.
A proposta, no entanto, não passa de uma tentativa de desviar a atenção das reais necessidades de controle e transparência no setor público, típica da estratégia bolsonarista de criar polêmicas sem fundamento para atacar instituições sérias e promover o caos.
Com informações do DCM
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