Depoimento bomba de Rivaldo Barbosa expõe ligação entre general e assassinato de Marielle

Portal Plantão Brasil
5/6/2024 13:00

Depoimento bomba de Rivaldo Barbosa expõe ligação entre general e assassinato de Marielle

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Em depoimento à Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (3), o delegado Rivaldo Barbosa revelou mensagens misteriosas enviadas pelo general Richard Nunes antes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. Na época, Richard Nunes era secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, sob ordens do então interventor, general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022.

Barbosa afirmou que estava na igreja quando recebeu um WhatsApp do general Richard, seguido de um pedido para apagar as mensagens. Logo após, o general ligou para ele, convocando-o para uma reunião na Escola Superior de Guerra (ESG). No encontro, no início de março, Barbosa foi convidado a assumir o comando da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No depoimento, Barbosa mencionou que conheceu Richard Nunes quando ele era chefe de missão no Complexo da Maré e solucionou o homicídio de um cabo no local. O delegado afirmou que o general fez uma indicação "técnica" de seu nome para assumir o comando da Polícia Civil, mesmo contra a opinião do delegado Fábio Galvão, então subsecretário de inteligência. Este trecho do depoimento foi divulgado pelo site GGN, de Luis Nassif.

Em entrevista ao Estadão em março deste ano, Nunes se mostrou contrariado com a investigação da PF sobre o assassinato de Marielle e Anderson e tentou proteger Braga Netto da indicação do delegado para comandar a Polícia Civil. "Em relação ao que tem saído sobre o meu nome, sobre a nomeação do Rivaldo, é o que eu já disse, claramente: a responsabilidade é minha, de mais ninguém", afirmou Nunes.

A citação a Richard Nunes, nomeado por Lula como chefe do Estado Maior do Exército, recoloca Braga Netto e as Forças Armadas na cena do crime. General da reserva do Exército desde 29 de fevereiro de 2020, Braga Netto foi nomeado interventor na segurança pública do Rio de Janeiro pelo golpista Michel Temer em 16 de fevereiro de 2018. Menos de um mês depois, Marielle Franco foi assassinada.

Na data do assassinato, Braga Netto tinha controle operacional de todos os órgãos estaduais de segurança pública. Ele poderia solicitar a qualquer momento informações sobre as investigações em curso, tanto durante a intervenção quanto quando esteve à frente da Casa Civil e do Ministério da Defesa. Porém, um pacto de silêncio é mantido por ele e pelos militares que o apoiaram durante a intervenção.

Com informações da Fórum

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