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A investigação sobre a morte de Marielle Franco comprovou que o ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso pelo homicídio da ex-vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, consultou dados de diversas autoridades, pesquisadores e artistas envolvidos na defesa dos direitos humanos. A lista apresentada pela empresa CCFácil ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) mostra consultas realizadas entre 2006 e 2018 pelo ex-PM.
Dois dias antes da execução de Marielle, Lessa consultou seu nome na plataforma. Em 7 de abril de 2015, Lessa pesquisou os dados do ministro Paulo Pimenta (PT), à época deputado federal, um dia após Pimenta visitar o Complexo do Alemão com Marielle para ouvir os moradores sobre as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas no local. Na época, Pimenta era presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
A lista de consultas de Lessa foi solicitada pelo MP-RJ à CCFácil apenas em 2021, quando os investigadores notaram que, entre os papéis apreendidos na casa do ex-PM na data de sua prisão, havia um com anotações de login e senha para a plataforma. O documento foi o primeiro a identificar uma pesquisa direta de Lessa ao nome de Marielle e sua filha dias antes do crime. Até então, não foram identificados levantamentos com o nome da vereadora, o que era um argumento da defesa para tentar negar a autoria do crime.
Com informações do Brasil247
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