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O ex-policial militar Ronnie Lessa, envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, acessou dados de ministros, parlamentares, pesquisadores, artistas e ativistas de Direitos Humanos na plataforma "CCFácil". Entre 2006 e 2018, ele fez cerca de 900 consultas.
A empresa CCFácil entregou ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a lista de pessoas que tiveram seus dados acessados por Lessa. Foi nessa plataforma que ele obteve informações sobre Marielle Franco e Anderson Gomes antes do crime. Lessa também buscou dados de políticos do PSOL, como Chico Alencar, Marcelo Freixo e Jean Wyllys, com as consultas se intensificando após 2017.
Em 7 de abril de 2015, ele consultou os dados de Paulo Pimenta (PT) um dia após a visita do deputado ao Complexo do Alemão. Minutos depois, ele pesquisou informações sobre Freixo e Wyllys, ambos integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, presidida por Pimenta.
Lessa também consultou dados de artistas como Preta Gil e Caetano Veloso, além da nadadora Joanna Maranhão, após ela criticar a redução da maioridade penal. Outros nomes na lista incluem o músico Tico Santa Cruz, o ex-deputado Wadih Damous, e pesquisadores como Ignacio Cano, Julita Lemgruber e Alba Zaluar.
Além disso, Lessa buscou informações sobre milicianos de Rio das Pedras e sobre o delegado Orlando Zaccone, líder do movimento Policiais Antifascismo. As consultas foram descobertas durante uma apreensão na casa de Lessa, quando agentes encontraram anotações com login e senha para a plataforma.
A Polícia Federal não acredita que essas consultas indicam alvos diretos, mas sim pessoas de interesse para Lessa. A investigação aponta que as buscas por informações de Marielle e Anderson ocorreram a pedido dos irmãos Brazão, suspeitos de serem mandantes do crime.
Com informações do DCM
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