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Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), criticou duramente o projeto de lei que equipara o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio, mesmo em casos de estupro, classificando-o como “uma distorção da realidade”. Segundo ele, punir a mulher sem uma discussão profunda sobre o tema é uma "precipitação legalista".
O bispo ressalta que discutir uma questão complexa como o aborto em regime de urgência na Câmara dos Deputados, especialmente às vésperas de uma eleição, é inadequado. Ele questiona as motivações dos políticos que defendem essa proposta e discorda da posição adotada pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), que apoiou o projeto.
Dom Angélico, que tem uma longa história de envolvimento com causas sociais e foi próximo de Lula (PT), batizando os filhos do atual presidente e celebrando seu casamento com Janja em 2022, defende que a educação sexual e afetiva deve ser prioridade nas escolas, famílias e igrejas. Ele argumenta que as mulheres, muitas vezes vítimas de estupro, não devem ser punidas por abortar.
O bispo considera que chegou o momento de abordar o problema de forma global, promovendo educação sexual baseada na ciência e boa informação, em vez de criar leis que aumentem a punição. Ele critica a falta de formação sexual adequada em todas as etapas da vida e afirma que encarcerar mulheres de forma indiscriminada é um erro.
Dom Angélico reconhece que o aborto é um crime, mas destaca que as mulheres são frequentemente as maiores vítimas dessa situação e que o machismo prevalece na sociedade. Ele conclui que é necessário evoluir e não se apegar apenas à punição.
Com informações do DCM
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