PF intensifica análise de celulares de Wassef em investigação sobre venda de joias

Portal Plantão Brasil
25/6/2024 08:12

PF intensifica análise de celulares de Wassef em investigação sobre venda de joias

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As investigações da Polícia Federal (PF) sobre a venda ilegal de presentes recebidos pelo Estado brasileiro em viagens oficiais de Jair Bolsonaro (PL) continuam avançando. A mais recente etapa envolve a análise detalhada do conteúdo dos celulares do advogado Frederick Wassef, representante de Bolsonaro. Essa análise é fundamental para esclarecer as transações e atividades relacionadas à venda desses presentes.

Os peritos da PF estão examinando fotos, vídeos, mensagens de texto e áudios presentes nos aparelhos de Wassef. De acordo com fontes da investigação, essa análise minuciosa é uma das razões para a demora na conclusão do relatório final, conforme informou o jornal O Globo.

Frederick Wassef está sendo investigado por sua suposta participação na recompra de um relógio Rolex, dado a Bolsonaro pelo governo saudita. O Rolex teria sido previamente vendido pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, a uma joalheria americana.

Wassef, que não respondeu aos contatos para comentar a investigação, já havia afirmado em depoimento em São Paulo, em agosto de 2023, que a transação foi legítima e declarada à Receita Federal. Ele apresentou recibos detalhando a compra por US$ 49 mil e um saque de US$ 35 mil, alegando que a compra foi feita com seus próprios recursos.

Na última semana, a PF realizou novas diligências e colheu um novo depoimento de Mauro Cid para esclarecer a suposta negociação de outra joia, identificada através de cooperação com o FBI, dos Estados Unidos. Durante investigações em Miami, Willow Grove e Nova York, a PF, em conjunto com o FBI, obteve acesso a comerciantes locais, câmeras de segurança e documentos financeiros que podem corroborar as alegações sobre a venda de uma nova joia.

"Foi nessa diligência no exterior, com a equipe do FBI, que se descobriu essa nova joia negociada, que não estava no foco inicial da investigação. Esse achado pode ter atrasado a conclusão do inquérito, mas também fortalece a investigação que começou com a apreensão no aeroporto", disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, há duas semanas.

O delegado Ricardo Andrade Saadi, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), destacou que a identificação dessa nova joia pode agravar as penas dos investigados, caso sejam condenados. A investigação considera crimes como peculato e formação de organização criminosa.

De acordo com a PF, auxiliares de Bolsonaro venderam ou tentaram vender pelo menos quatro itens de luxo recebidos em nome do Estado brasileiro, sendo dois provenientes da Arábia Saudita e dois do Bahrein. Entre os itens negociados estão relógios de marcas renomadas como Rolex e Patek Philippe. Um desses relógios foi vendido à empresa Precision Watches por US$ 68 mil, valor equivalente a cerca de R$ 347 mil na cotação da época.

Mauro Cid esteve diretamente envolvido em uma dessas vendas, visitando pessoalmente uma loja em Willow Grove para realizar a transação. Uma foto do comprovante de depósito foi encontrada em seu celular, servindo como evidência da transação.

Com informações do Brasil 247

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