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Integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil acreditam que a tentativa frustrada de golpe militar na Bolívia pode acelerar a entrada do país no Mercosul. A discussão sobre a adesão da Bolívia ao bloco deve ocorrer na cúpula do Mercosul, que será realizada no Paraguai, no dia 8 de julho.
Essa adesão seria simbólica de um compromisso da Bolívia com a democracia. O Mercosul adota a "cláusula democrática", que impede a participação de governos autoritários no bloco. O tema da democracia deve ser o grande assunto da cúpula em Assunção.
Após a tentativa mal-sucedida de golpe, a visita prevista de Lula a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, se tornou ainda mais importante e simbólica. A viagem será no dia 9 de julho, um dia após a cúpula. O Itamaraty considera o ocorrido na Bolívia uma fonte de instabilidade política, somando-se ao cenário de tensão em países como Peru e Venezuela. No entanto, houve uma resposta firme em defesa da democracia, inclusive de presidentes conservadores como o do Uruguai.
"O Brasil reafirma a democracia como um valor fundamental, como rechaçamos a tentativa de golpe de estado na Bolívia", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião do Conselhão. O Itamaraty considera que o recado foi dado de que o golpismo não será tolerado, assim como não foi no Brasil em 8 de janeiro.
Com informações do g1
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