Wassef viajou para os EUA para resgatar joias e pediu assento escondido no avião

Portal Plantão Brasil
9/7/2024 17:25

Wassef viajou para os EUA para resgatar joias e pediu assento escondido no avião

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O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, pediu um assento discreto no avião que o levou a Orlando, na Flórida, para resgatar um Rolex saudita supostamente desviado e vendido nos Estados Unidos por auxiliares de Bolsonaro. “Eu quero ficar colado. Cabeça, minha cabeça colada na fuselagem, deu para entender? Ou seja, o banco, ele tem que estar deitado, com a cabeça apoiada no banco e na fuselagem, na parede do avião, olhando para a janelinha”, declarou Wassef em conversa com uma atendente da companhia aérea.

Wassef teria viajado para os EUA em 14 de março de 2023 e recomprado o Rolex para devolvê-lo ao TCU (Tribunal de Contas da União). O relógio fazia parte do chamado kit ouro branco, composto também por um anel, abotoaduras e um rosário islâmico. O Rolex foi vendido à Precision Watches, em Willow Grove (Pensilvânia), junto com um Patek Philippe, por US$ 68.000, em 13 de junho de 2022. O Patek Philippe não foi localizado pelos investigadores da PF.

Segundo a PF, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, teria excluído mensagens trocadas com Marcelo Câmara, ex-assessor, sobre o resgate das joias do kit ouro branco. Os dois auxiliares de Bolsonaro temiam as implicações depois da repercussão do tema pela imprensa. “O problema é que essa matéria está falando que, se o TCU quiser ir lá, vai encontrar e não vai”, disse Câmara a Cid sobre uma possível auditoria da Corte de Contas no acervo do ex-presidente.

O relatório da PF indica que os investigados estavam preocupados, pois os bens de alto valor, ao contrário do que estava sendo dito, não estavam no Brasil. A investigação, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apura o desvio de três kits de presentes luxuosos destinados a Bolsonaro por governos estrangeiros.

Os kits são:

-Uma escultura de árvore e outra de barco;
-Um conjunto de joias composto por abotoaduras, um terço, anel e relógio confeccionados em ouro rosê;
-Um conjunto de joias composto por um relógio Rolex, caneta Chopard, par de abotoaduras, anel e rosário árabe.

O caso surgiu após o TCU determinar, em 2016, que todos os bens recebidos pelos chefes do Executivo devem ser incorporados ao patrimônio da União, com exceção de itens de natureza pessoal ou de consumo próprio, como alimentos, camisetas e perfumes.

De acordo com o relatório da PF, os itens foram vendidos a joalherias nos Estados Unidos por aliados do ex-presidente, com um desvio estimado em cerca de R$ 6,8 milhões. Bolsonaro e outras 11 pessoas foram indiciadas pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Com informações do Poder 360

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