Paciente morre após ser espancado em clínica não autorizada de pastor evangélico

Portal Plantão Brasil
10/7/2024 15:43

Paciente morre após ser espancado em clínica não autorizada de pastor evangélico

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Um paciente de 56 anos morreu na última segunda-feira (8) após ser espancado em uma clínica evangélica de reabilitação para dependentes químicos em Cotia, na Grande São Paulo. O principal suspeito do crime é Matheus de Camargo Pinto, de 24 anos, funcionário da Comunidade Terapêutica Efatá, que pertence ao pastor Cléber Fabiano da Silva.

A clínica, cujo nome é um termo em aramaico usado por Jesus para curar um paciente de acordo com a Bíblia, recebe pastores para palestras sobre dependência química e tem cultos evangélicos como parte da rotina de tratamento. Matheus foi preso em flagrante pelo crime de tortura praticado na sexta-feira (5). “O Matheus trabalhava como terapeuta, mas não tinha habilitação para exercer a função”, afirmou o delegado Adair Marques Correa Junior, da Delegacia Central de Cotia.

O pastor Cleber declarou que a clínica não tem histórico de violência e que soube da agressão apenas após ver os hematomas na vítima. “Eu fiquei sabendo quando vimos ele caído com os hematomas. Relatos anônimos indicaram que Matheus agrediu o paciente”, disse Cleber em entrevista à TV Bandeirantes. A vítima, Jarmo Celestino de Santana, foi levada ao Pronto-Socorro de Vargem Grande Paulista, mas não resistiu aos ferimentos. Fotos obtidas pelo UOL mostram Jarmo com vários hematomas no corpo e um vídeo revela que ele estava com as mãos amarradas para trás, preso a uma cadeira no momento das agressões.

A Guarda Civil Municipal foi acionada, e dois funcionários da comunidade terapêutica relataram que Jarmo foi agredido dentro da clínica. A Polícia Civil teve acesso a um áudio em que Matheus teria confessado a agressão. “Cobri no cacete, ele chegou aqui pagando de brabo... cobri no pau. Tô com a mão toda inchada”, disse o suspeito em uma mensagem de voz.

Em depoimento, Matheus confessou ter agredido o paciente, mas alegou que foi para contê-lo. A Polícia Civil de São Paulo vai investigar se outros funcionários participaram das agressões. Os 28 pacientes do local também vão prestar depoimento. A família de Jarmo já foi ouvida. A polícia solicitou exames necroscópico e toxicológico da vítima, e o celular de Matheus foi apreendido.

A Prefeitura de Cotia informou que a clínica não tinha autorização para funcionar. A Vigilância Sanitária interditou o local e notificou o responsável a contatar os familiares dos internos para remoção imediata, que será monitorada pela prefeitura. Além disso, a equipe da Secretaria da Saúde identificou sinais de maus-tratos em outros internos. Matheus teve a prisão preventiva decretada e outros funcionários da Comunidade Terapêutica Efatá serão investigados para determinar se participaram da tortura ou foram omissos. Os proprietários da clínica também serão ouvidos.

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Com informações do DCM



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