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O relatório da Polícia Federal (PF) sobre a "Abin paralela" do governo de Jair Bolsonaro (PL), divulgado nesta quinta-feira (11), revela que senadores como Randolfe Rodrigues (PSB-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Alessandro Vieira (MDB-ES) e Omar Aziz (PSD-AM) foram espionados pela Agência Brasileira de Inteligência sob o comando do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A espionagem ocorreu enquanto esses senadores presidiam a CPI da Pandemia, que investigava ações do governo Bolsonaro.
Em resposta, Randolfe Rodrigues afirmou que a espionagem remete às páginas mais obscuras e autoritárias da história do Brasil e pediu rigor na apuração e punição dos responsáveis. Ele destacou que o monitoramento durante a CPI da Covid mostra que, enquanto brasileiros morriam, o governo se preocupava em espionar quem investigava o genocídio em curso.
O senador Alessandro Vieira disse que a operação da PF mostrou que ele foi vítima de espionagem criminosa, típica de governos ditatoriais, e ressaltou que o Brasil se livrou do risco de uma ditadura. Já Renan Calheiros lamentou o uso criminoso de estruturas do Estado para atuar como polícias políticas e expressou confiança nas instituições para punir os culpados. Omar Aziz ainda não se pronunciou.
Além da espionagem aos senadores, o relatório da PF aponta que a organização criminosa beneficiou diretamente os filhos de Bolsonaro, Flávio, Carlos e Jair Renan, em processos na Justiça. Foram criados dossiês específicos para monitorar investigações contra eles, utilizando o sistema de inteligência First Mile da Abin.
A Abin paralela, comandada por Ramagem, também realizou ações de contrainteligência para proteger Jair Renan em um processo sobre tráfico de influência. Flávio Bolsonaro foi beneficiado com o monitoramento de auditores da Receita Federal envolvidos no caso das rachadinhas, e Carlos Bolsonaro teve apoio do Gabinete do Ódio para difundir desinformação contra adversários políticos.
Veja as manifestações dos Senadores:
Hoje a Polícia Federal confirmou o que sempre dissemos: o governo anterior não era apenas saudosista da ditadura no discurso. Empregava métodos típicos de regimes autoritários na prática: perseguição política, planejamento de golpe de Estado, arapongagem contra opositores,…
— Randolfe Rodrigues (@randolfeap) July 11, 2024
A operação de hoje da PF mostra que fui vítima de espionagem criminosa e ataques on-line praticados por bandidos alojados no poder no governo passado. Isso é típico de governos ditatoriais. O Brasil segue cheio de problemas, mas ao menos do risco de volta da ditadura nos livramos
— Alessandro Vieira (@_AlessandroSE) July 11, 2024
Como democrata, lamento e repudio que estruturas do Estado tenham sido criminosamente capturadas para atuar como policias políticas, com métodos da Gestapo, um pantâno repugnante e sem fim.Sigo confiante nas instituições, na apuração, denúncia e julgamento dos culpados.
— Renan Calheiros (@renancalheiros) July 11, 2024