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O Rio Grande do Sul registrou 1,2 mil pedidos de Auxílio Reconstrução, mas identificou irregularidades em metade desses pedidos. O auxílio, destinado a famílias afetadas pelas enchentes, foi solicitado por pessoas que constam como mortas nas bases de dados do governo federal. Os dados foram divulgados pela RBS TV e exibidos no Jornal Nacional da TV Globo.
O auxílio de R$ 5,1 mil é pago via PIX e destinado a quem foi diretamente afetado pelas cheias. As prefeituras identificam os moradores e enviam os dados para a União, que faz o repasse. O ministro da Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, afirmou que o governo está utilizando dois mecanismos para combater fraudes: a publicação dos nomes, endereços e CPFs dos beneficiários e o cruzamento de dados do Censo, contas de água e luz, SUS, CadÚnico e Receita Federal.
Porto Alegre é a cidade com o maior número de pedidos irregulares. Das 124,7 mil famílias cadastradas, 862 pedidos foram feitos em nome de pessoas falecidas. Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo também apresentaram altos índices de irregularidades. Um caso emblemático é o de Geremias Izaias Porto Costa, de São Leopoldo, que teve seu pedido negado por constar como falecido, erro que o governo admitiu e está trabalhando para corrigir.
A crise no sistema de auxílio foi intensificada quando foram descobertos casos de presos e empresas fechadas solicitando o benefício. Em Canoas, por exemplo, Júnior Cechinel, preso na época da enchente, tentou obter o auxílio. Além disso, ele estaria vendendo endereços para outros interessados. Dienifer Massena, que fechou seu salão de beleza meses antes das enchentes, também tentou obter o auxílio, alegando prejuízos inexistentes.
Mais de 300 mil solicitações de auxílio estão sendo investigadas por suspeita de irregularidade. Dentre os mais de 600 mil pedidos, quase a metade caiu na malha fina do governo, que identificou 150 mil pessoas que não moram em áreas alagadas, 152 mil sem endereço confirmado e 2,7 mil que solicitaram o auxílio em mais de uma cidade.
Paulo Pimenta destacou que fraudes como estas tiram dinheiro de quem realmente precisa. A Prefeitura de Canoas, por sua vez, afirmou que, após investigação, excluiu os fraudadores do programa de auxílio. A Polícia Civil alertou que novos golpes surgiram após as enchentes e enfatizou a importância de registrar ocorrências para investigar e punir os culpados.
Com informações do DCM
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