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A deputada federal e pré-candidata à prefeitura de São Paulo, Tabata Amaral (PSB), enviou uma representação ao Ministério Público Eleitoral solicitando a abertura de uma investigação contra Pablo Marçal por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. O ex-coach teria pagado seguidores para espalharem vídeos promovendo sua pré-candidatura a prefeito.
O documento enviado por Tabata apresenta vídeos em que Marçal incentiva seus seguidores a se inscreverem em um aplicativo de corte de vídeos e promete remunerar aqueles que obtiverem o maior número de visualizações. Ele afirma que estaria pagando em dinheiro e que há quase 5 mil pessoas fazendo cortes de vídeos para ele. A representação também cita uma reportagem de O Globo que mapeou 50 contas favoráveis a Marçal com milhões de visualizações e conteúdos com desinformações sobre adversários.
O Núcleo Jornalismo revelou a existência de um canal chamado “Discord do Marçal”, que contava com 112 mil membros e prometia pagamento em dinheiro para usuários que propagassem conteúdos a favor de Marçal. Nas peças, ele faz ataques diretos aos adversários, chamando Ricardo Nunes (MDB) de “fraco” e “de esquerda”, e acusando Guilherme Boulos (PSOL) de cobrar aluguel de pessoas que invadem casas. Ele também ataca Tabata, sugerindo que ela abandonou o pai quando foi para os Estados Unidos estudar em Harvard, e que a morte dele seria consequência disso.
A lei eleitoral proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas para que façam publicações de cunho político-eleitoral em seus perfis nas redes sociais. Além disso, também veda propaganda eleitoral antecipada, seja para divulgação própria ou para criticar os concorrentes. O período de propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
Com informações da Folha de S. Paulo
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