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Ocupante da presidência mais rejeitado da história, Michel Temer deve adotar um plano de marketing para tentar não passar para a história como o mandatário do Palácio do Planalto denunciado sob a acusação de chefiar uma organização criminosa.
A equipe de publicidade do peemedebista prepara uma estratégia de imagem de longo prazo, cujo objetivo é tentar limpar a biografia dele.
A ideia é que, caso seja barrada a nova denúncia contra ele, seja iniciada uma tentativa de reconstruir a sua imagem pública, re-embalando programas e propostas como o teto de gastos e a reforma trabalhista, em uma espécie de "Plano Temer".
O esforço é criar uma marca para o mandato do peemedebista que possa suavizar a imagem negativa relacionada a escândalos de corrupção e a medidas polêmicas, como as extinções do Ministério da Cultura e da Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados). As duas foram revogadas diante da ampla repercussão negativa.
O governo Temer gastou, apenas em 2016, mais de R$ 120 milhões em marketing, sem contar as campanhas pelas reformas da previdência e trabalhista. O objetivo, agora, é gastar até dez vezes mais para melhorar a imagem do presidente.
Segundo assessores e aliados, Temer tem manifestado preocupação com o risco de seu legado ficar ofuscado pelas acusações do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.
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