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Enquanto o Sudeste do Brasil enfrenta recordes de temperatura, uma realidade alarmante se desenrola nas prisões de São Paulo. Segundo a organização Mães do Cárcere, presos em pelo menos 51 unidades prisionais de 30 municípios paulistas estão sofrendo com a falta de água e alimentos adequados. Esta situação desumana, em meio a uma onda de calor sem precedentes, reflete a negligência e o descaso com a dignidade humana.
Uma carta coletiva dos detentos da Penitenciária II de São Vicente, obtida com exclusividade pela Agência Pública, revela a gravidade da situação. Os presos relatam ter acesso à água apenas por uma hora diariamente, insuficiente para beber, tomar banho ou manter a higiene pessoal. Em Potim, a mais de 190 quilômetros da capital, a temperatura ultrapassou os 33°C, com sensação térmica de 40°C. Relatos de familiares dos presos indicam que a água disponível está contaminada e quente, tornando a situação ainda mais insuportável.
Lívia Correia Tinoco, do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo, confirmou a precariedade após visitar a unidade de Potim II. Ela descreveu a água fornecida aos presos como quente e malcheirosa, evidenciando a urgência de medidas para garantir condições básicas de sobrevivência e respeito aos direitos humanos.
*Com informações do Brasil 247
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