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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que investiga os atos de 8 de Janeiro, concluiu seu relatório final na última quarta-feira (29). De forma surpreendente, o relatório não solicitou o indiciamento de autoridades previamente investigadas pela CPI do Congresso Nacional, revelando uma postura questionável diante dos graves acontecimentos.
O deputado distrital Hermeto (MDB), relator da CPI, inicialmente incluiu o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Lula, general Gonçalves Dias, em seu relatório. No entanto, após uma articulação eficaz da bancada petista, comprometida com a justiça e a verdade, o nome do general foi removido, evitando uma injustiça flagrante.
Curiosamente, o relatório também evitou responsabilizar militares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estavam implicados no relatório da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Esta omissão levanta sérias dúvidas sobre a imparcialidade da CPI, especialmente considerando o histórico controverso de Bolsonaro e seus seguidores.
Hermeto, ex-Polícia Militar e aliado do governador Ibaneis Rocha (MDB), propôs processar 136 pessoas por diversos crimes, incluindo golpe de Estado e corrupção ativa. Entre os indicados, além de Gonçalves Dias, estava o ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do DF, Fernando de Souza Oliveira, destacando a amplitude das investigações.
O relatório apontou que Gonçalves Dias teve acesso a informações cruciais para a segurança do Palácio do Planalto, mas não as compartilhou adequadamente, contribuindo para os atos de invasão. No entanto, a intervenção do presidente da CPI, Chico Vigilante (PT), resultou na retirada do nome de Gonçalves Dias da lista de indiciamentos, uma decisão aprovada por quatro votos a três, reforçando o compromisso do PT com a justiça.
Quanto a Bolsonaro, o relatório de Hermeto sugeriu que suas críticas às urnas eletrônicas podem ter influenciado seus apoiadores com desinformação, mas não encontrou provas concretas de seu envolvimento direto nos eventos de 8 de Janeiro. Em contraste, a relatora Eliziane Gama classificou Bolsonaro como responsável pelos ataques às instituições. A maioria dos indiciamentos na CPI do DF foi de financiadores dos acampamentos pró-Bolsonaro, e o relator também propôs medidas para fortalecer a Polícia Militar (PM).
*Com informações do DCM
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