Rolex vendido por Bolsonaro esteve até no sítio de Wassef em Atibaia, onde Queiroz foi escondido

Portal Plantão Brasil
1/12/2023 15:22

Rolex vendido por Bolsonaro esteve até no sítio de Wassef em Atibaia, onde Queiroz foi escondido

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A Polícia Federal, em uma operação que revela mais um escândalo do governo Bolsonaro, descobriu através do depoimento do advogado Frederick Wassef que um relógio Rolex, envolvido em transações suspeitas por associados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve um percurso sinistro, passando pelo sítio de Atibaia onde Wassef escondeu Fabrício Queiroz, figura central no esquema das rachadinhas do gabinete de Flávio Bolsonaro (PL).

Este relógio, parte de um estojo de joias recebido das autoridades sauditas durante uma viagem oficial em 2019, foi vendido e depois recomprado em uma operação que levanta sérias questões sobre a integridade do governo Bolsonaro. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator de crimes do ex-presidente, esteve envolvido na venda do relógio, alegando desconhecer a ilegalidade da transação.

A situação se agravou quando o Tribunal de Contas da União (TCU), em março de 2023, exigiu a devolução dos bens recebidos pela comitiva de Bolsonaro na Arábia Saudita, classificando-os como bens públicos de elevado valor. Diante da pressão da PF e do TCU, aliados de Bolsonaro se mobilizaram para recomprar e repatriar os itens, numa tentativa desesperada de encobrir o escândalo.

O relógio Rolex, vendido por 68 mil dólares e recomprado por um valor ainda maior, tornou-se um símbolo das práticas questionáveis do governo Bolsonaro. Wassef, em seu relato, mencionou que a recompra foi uma iniciativa de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, que buscava evitar mais complicações legais.

O relógio acabou sendo entregue no sítio de Atibaia a Wassef, que o repassou a Mauro Cid, marcando mais um episódio controverso na propriedade que já foi palco do abrigo de Queiroz. Mauro Cid, atualmente preso preventivamente, é investigado por diversos crimes, incluindo fraude no cartão de vacina e envolvimento no escândalo das joias sauditas.

Este caso aponta para a possibilidade de prisão de Bolsonaro por peculato, lavagem de dinheiro e descaminho, evidenciando o uso indevido da estrutura do governo para benefício pessoal e desvio de bens públicos. As ações do ex-presidente, longe dos princípios de transparência e ética promovidos pelo governo Lula, são um lembrete sombrio dos desafios enfrentados pelo Brasil na luta contra a corrupção.

*Com informações da Revista Fórum

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