Parceria do governo com entidades religiosas gera controvérsia com líderes evangélicos bolsonaristas

Portal Plantão Brasil
1/12/2023 17:51

Parceria do governo com entidades religiosas gera controvérsia com líderes evangélicos bolsonaristas

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Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal firmou parcerias com 27 entidades religiosas para combater a fome no Brasil. No entanto, a cerimônia de assinatura do acordo, realizada na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Rio de Janeiro, não contou com a presença de igrejas notáveis como a Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que afirmaram não terem sido convidadas.

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, representou o governo na cerimônia, onde diversas denominações protestantes se comprometeram com o Plano Brasil Sem Fome e o Pacto pela Redução da Pobreza. Estas iniciativas visam melhorar o acesso à alimentação e renda, além de fomentar a colaboração entre o governo e a sociedade civil para reduzir a desigualdade social.

As igrejas envolvidas no acordo têm a tarefa de identificar indivíduos em situação de vulnerabilidade e auxiliá-los no acesso a programas sociais governamentais, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, por meio do Cadastro Único (CadÚnico).

A cerimônia contou com a presença de representantes de várias igrejas, incluindo a Assembleia de Deus e as igrejas Batista e Presbiteriana, muitas delas associadas a confederações neopentecostais. No entanto, a ausência de igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que não foram convidadas, foi notada.

O pastor Cesário Silva, ligado aos evangélicos progressistas e membro do PT, elogiou a iniciativa do governo, considerando-a um passo inteligente. Por outro lado, líderes de algumas igrejas que não foram convidadas expressaram surpresa e descontentamento com a falta de comunicação sobre o evento.

O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, afirmou que sua igreja está aberta ao diálogo, apesar de não ter sido incluída na parceria. A escolha das igrejas pelo governo gerou críticas de figuras como o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o presidente da bancada evangélica no Congresso, Silas Câmara (Republicanos-AM), que questionaram a representatividade das agremiações selecionadas.

Em resposta às críticas, o Ministério do Desenvolvimento Social esclareceu que a parceria está aberta a todas as igrejas, independentemente de sua denominação ou orientação religiosa, visando a promoção de ações sociais conjuntas.

*Com informações do DCM

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