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Nesta quinta-feira (14), os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Irfaan Ali, da Guiana, se encontraram em São Vicente e Granadinas para discutir a disputa territorial sobre Essequibo. O diálogo ocorre após um referendo venezuelano aprovar a anexação da região, aumentando a tensão na fronteira com o Brasil. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, representou o Brasil como observador da reunião no Caribe.
Maduro, recebido pelo primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, chegou à reunião com a "bandeira da paz e o mandato do povo venezuelano no alto", conforme anunciou nas redes sociais. A expectativa é que a mediação brasileira defenda o diálogo e se posicione contra ações unilaterais que agravem a situação.
O Brasil busca desempenhar um papel de observador neutro, apesar de não poder interferir nas decisões. A situação ganhou destaque internacional, levando a Casa Branca a buscar ajuda do governo brasileiro para acalmar as tensões entre Venezuela e Guiana.
A região de Essequibo, maior que a Inglaterra e o Ceará, é objeto de disputa há mais de um século, sendo reivindicada pela Venezuela, que alega direitos baseados em acordos internacionais. A Guiana, por sua vez, defende sua soberania com base em um laudo de 1899.
A Corte Internacional de Justiça decidiu em dezembro que a Venezuela não pode anexar Essequibo, uma decisão contestada por Caracas. O referendo venezuelano provocou reações dos Estados Unidos, que anunciaram sobrevoos militares na região.
Com informções do DCM
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