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O comércio entre a China e a Rússia agora realiza 95% de suas transações sem o uso do dólar americano, refletindo um significativo movimento de desdolarização entre os dois países.
Tensyao Zhao, diretor da consultoria A & O Export Group, comentou que as sanções americanas podem acabar beneficiando a relação sino-russa, reduzindo a influência econômica dos EUA na Eurásia. Ambos os países são os principais parceiros econômicos da União Europeia.
O primeiro vice-primeiro-ministro russo, Andrei Belousov, durante uma visita à China, afirmou que o uso do rublo russo e do yuan chinês no comércio bilateral atingiu 95% neste ano. Maksim Reshetnikov, ministro russo do Desenvolvimento Econômico, indicou que 68% do comércio russo já utilizam as moedas nacionais.
Além da China, a Rússia vem utilizando o yuan em transações comerciais com outros países da Ásia e Oriente Médio. O processo de desdolarização ganhou ímpeto em 2023, acelerado pelas sanções impostas à Rússia desde o início do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022. Essas sanções alcançaram um nível sem precedentes, afetando significativamente a economia russa.
Com o agravamento das sanções europeias em 2022, a Rússia intensificou a desdolarização, com uma mudança para o euro como moeda principal de transações. No entanto, com o congelamento de mais da metade das reservas russas, a Rússia teve que buscar alternativas.
A reorientação comercial da Rússia para a Ásia resultou em um declínio de 70% no comércio com a Europa e um aumento equivalente com a Ásia, especialmente com a China. O comércio China-Rússia atingiu um recorde, superando US$ 200 bilhões em 2023, ultrapassando as metas estabelecidas.
A desdolarização é vista como uma tendência inevitável, especialmente com o uso político do dólar e a busca por alternativas e acordos mais favoráveis entre diferentes nações.
Com informações do Brasil de Fato
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