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Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, sinalizou uma mudança de postura ao indicar que o PL, partido de Jair Bolsonaro, não presidirá a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2024. Essa decisão rompe um acordo estabelecido no início deste ano, refletindo a nova aliança de Lira com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lira, que foi aliado de Bolsonaro até o final de 2022, agora mantém indicados em posições importantes no governo federal, como na cúpula da Caixa.
O PL, tendo a maior bancada, abriu mão da CCJ em 2023 para ficar com a relatoria do Orçamento, sob o acordo de que um bolsonarista assumiria a presidência da comissão em 2024. Lira, ao ser questionado sobre a ruptura do acordo, argumentou que "o acordo foi de boca" e, portanto, não teria validade. Essa mudança pode fortalecer um candidato próximo a Lira para sua sucessão na presidência da Câmara em 2025, como Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
O PL já tem planos para a CCJ em 2024, com a deputada Caroline De Toni (SC) cotada para assumir a presidência. De Toni é conhecida por sua defesa dos valores bolsonaristas e por suas controvérsias, incluindo ter sido alvo de quebra de sigilo pelo STF em 2020 e participação em atos antidemocráticos.
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O partido vê a CCJ como uma vitrine para candidatos bolsonaristas divulgarem seus projetos e impulsionarem suas candidaturas, visando aumentar o número de prefeituras sob seu comando. Bolsonaro deve se engajar nas campanhas, apoiando candidatos durante viagens pelo Brasil.
Com informações de O Globo
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