1107 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Justiça brasileira, em um recente cumprimento de penhora de bens do empresário Mario Garnero, descobriu que sua suposta coleção de obras de arte, avaliada em milhões, é composta por réplicas e não pelos originais de artistas renomados como Claude Monet, Pablo Picasso e Amedeo Modigliani. Garnero, que enfrenta uma dívida de R$ 27 milhões com o banco BTG, teve suas supostas obras de arte avaliadas como parte do processo de recuperação do valor devido.
O empresário, que declara um patrimônio de R$ 1,6 bilhão, incluindo R$ 137 milhões em "quadros, joias, carros e outros bens", teve parte de sua coleção de arte penhorada pelo banco. No entanto, a ausência de documentação autêntica, como certificados de autenticidade ou recibos de compra, levantou suspeitas sobre a veracidade das obras.
Durante a avaliação dos quadros por um perito e um oficial de Justiça, foi revelado que todas as sete obras eram meras réplicas, sem valor comercial como obras de arte originais. Esta descoberta levou o BTG a solicitar uma investigação mais aprofundada para localizar as obras de arte declaradas à Receita Federal, que, juntamente com outros itens, somariam R$ 137 milhões.
Além disso, o perito Douglas Quintale observou que o nome de Garnero não consta no Cadastro de Negociantes de Obras de Arte (Cnart) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nem em listas de colecionadores de arte de renome, como a do Getty Museum. A situação sugere que as obras deveriam ter sido declaradas individualmente no imposto de renda, ao invés de genericamente, como foi feito.
Este caso levanta questões sobre a legitimidade do patrimônio declarado por Garnero e aponta para a possibilidade de condutas ilegais, incluindo a lavagem de dinheiro através do comércio de arte. A Justiça agora busca respostas sobre o paradeiro das obras originais e o destino dos valores obtidos com sua suposta venda.
Com informações do DCM
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